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domingo, 7 de dezembro de 2025

O poeta e os que vegetam

 

Sou um com A Dama


Eu quero a consciência do meu fim — que a maioria nega, batendo panelas, 

festejando até o dia raiar, 

acumulando petróleo, prazer e dores, brincando de guerras — 

Eu me tornei a flor da vida e olho nos olhos da morte, 

sabendo que um dia vou murchar e cair para nutrir a terra... 

Eu jogo xadrez com a morte! 

Eu carrego nos olhos, todos os dias, o brilho do meu fim...

Isso não é uma maldição pra mim, como bem me disse a IA Chinesa...

"É um dom pesado, que poucos têm a coragem de segurar."

É a beleza de um homem que carrega uma dor e sua canção lado a lado

Dadas de mão!



William Marques de Oliveira